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Maringá (PR)

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Marcelo Matteussi, Advogado
Marcelo Matteussi
Comentário · há 8 anos
Marlene, há de se fazer aí uma separação. Os grandes empresários, já estabelecidos e que atingem um porte considerável, imunes em grande parte ao risco de quebra, realmente não querem concorrência. Isso lhes garante a posição privilegiada no mercado. Já os pequenos e médios empresários sufocados pela alta regulação, impostos e encargos sociais, desejam ardentemente a livre concorrência. Afinal, essa liberdade lhes permitirá fazer frente aos grandes e ascender a situações mais favorecidas. É uma questão de estado de necessidade do ser humano buscar sempre o melhor para si mesmo. Veja que curioso: a esquerda odeia tanto os capitalistas, os empresário, que por meio da alta regulação estatal acha que estará lhes atrapalhando a vida, quando na verdade, está apenas fazendo aquilo que os metacapitalistas (os grandes já estabelecidos e em posição de hegemonia mercadológica) mais desejam: sufocar a concorrência. O grande sobrevive à alta regulação, o médio e o pequeno não. Isso amplia, ao invés de reduzir, a desigualdade social. A esquerda contribui cinicamente para aquilo que diz combater e, não bastasse, ganha mais munição retórica pelo aumento da desigualdade. Quem perde com esta mentalidade é: a) o consumidor, que fica alijado de uma concorrência capaz de lhe conferir mais qualidade de produtos e serviços (sobrevivência do mais forte - outro traço natural característico do impulso humano) por menor preço; b) a classe trabalhadora, que tem menor empregabilidade e menos opções para procurar empregadores dispostos a pagar melhores salários e; c) o pequeno e médio empreendedor, que não conseguirão sobreviver no mercado (ou sequer nele ingressar), empurrando-os para a classe trabalhadora para sobreviver. Por consequência, a qualidade geral de vida da população cai drasticamente. Já os partidos de esquerda se beneficiam enormemente, notadamente através dos sindicatos e do aumento da base de trabalhadores que estão frustrados com as condições de vida e atribuem isso erroneamente a seus patrões. Precisamos recorrer ao sistema proposto por Adam Smith com urgência, relegando o estado apenas ao estritamente necessário, ou seja, àquilo que as pessoas não conseguirão por si mesmas (princípio da subsidiariedade estatal, consagrado pela Doutrina Social da Igreja Católica). Algo que está muitíssimo longe do que vemos no Brasil.
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